Episódio apresentado por Paulo Melo conectou agronegócio, regularização fundiária, infraestrutura e inovação no setor público, com foco em desafios e caminhos para 2026

O podcast "Isso é Brasília", apresentado por Paulo Melo, recebeu duas lideranças com trajetórias marcantes para uma conversa ampla sobre agronegócio, empreendedorismo e políticas públicas no Distrito Federal e Entorno: o presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), conselheiro Manoel de Andrade, e o produtor rural e diretor da Federação da Agricultura e Pecuária, Eduardo Henrique.
A proposta do episódio foi mostrar que Brasília vai muito além do centro político do país: é também território de produção, tecnologia e oportunidades — com desafios urgentes em áreas como infraestrutura viária, saúde pública e governança.
"Vamos falar um pouco do agro, do empreendedorismo e de Brasília", abriu Paulo Melo, destacando que o DF tem produção relevante e que parte dos alimentos consumidos na capital vem "aqui do lado", em regiões como o PAD-DF e o entorno imediato.

Agro forte no DF: frango, suínos, mel, sementes e genética
Ao detalhar o cenário do campo no DF, Eduardo Henrique ressaltou que, apesar de ser uma unidade federativa pequena, Brasília se consolidou como referência em diversas cadeias produtivas.
"O Distrito Federal hoje é uma grande referência… na parte de frango, postura, suínos e também uma referência internacional dos apicultores", afirmou. Ele ainda mencionou a importância da genética do zebu, em especial o nelore, e o papel histórico de eventos e exposições agropecuárias na capital.
Eduardo também defendeu maior aproximação entre cidade e campo, com ações para levar a população a conhecer de perto a produção. "Trazer o cidadão para conhecer… ver que o leite não vem da caixinha", disse, apontando iniciativas de educação e visitação como forma de fortalecer a valorização do setor.
Manoel de Andrade relembra origem do agro em Brasília e defende segurança jurídica no campo
O presidente do TCDF, Manoel de Andrade, trouxe um relato histórico sobre a construção do agro no DF, lembrando o processo de ocupação produtiva do PAD-DF e a chegada de produtores de diferentes regiões do país.
"Acompanhei todo esse processo de crescimento com muito suor, lágrimas e sangue", afirmou, relembrando o período em que trabalhou como taxista antes de entrar na vida pública.
Manoel destacou ainda sua atuação legislativa voltada à regularização fundiária e à titulação, defendendo que sem segurança jurídica o produtor perde acesso a crédito e capacidade de investimento. "Aquele que queria comprar um trator não comprava porque não tinha garantia. A terra não garantia", pontuou.
Já no TCDF, ele citou atuação para evitar distorções na avaliação de benfeitorias e proteger direitos de produtores que desenvolveram áreas produtivas ao longo de décadas. "Você não tem competência para avaliar benfeitoria… tem que respeitar as benfeitorias", resumiu ao descrever o posicionamento.
Tecnologia e IA no TCDF: modernização para melhorar fiscalização e gestão
Outro destaque do episódio foi a agenda de modernização do Tribunal de Contas. Manoel de Andrade afirmou que está focado em concluir uma gestão com inovação, incluindo licenças e ferramentas de inteligência artificial para acelerar análises e elevar a qualidade do controle.
"Implantei licenças de IA… para melhorar a qualidade da gestão do Tribunal de Contas na avaliação e leitura de processos e fiscalização", afirmou, descartando, no momento, qualquer saída para disputar eleições. Segundo ele, sua prioridade é dedicar "100%" ao TCDF e fortalecer a interlocução com a sociedade.
Infraestrutura e mobilidade entram no centro do debate
Ao tratar do cotidiano do DF, Paulo Melo trouxe críticas sobre a deterioração do asfalto e a falta de programas robustos de recapeamento nos últimos anos, defendendo planejamento e investimentos consistentes.
Manoel reconheceu problemas e defendeu estratégia de longo prazo: "Precisamos fazer algo forte e não é falta de recurso. Brasília tem capacidade de pagamento… é planejar", disse.
Eduardo, por sua vez, ponderou que parte dos investimentos não é visível — como obras de drenagem — e chamou atenção para o crescimento populacional que pressiona a cidade: "Brasília foi projetada para 600 mil pessoas… hoje a gente tem quase 5 milhões", observou, defendendo estudos técnicos e adaptação da infraestrutura à nova realidade.
Sistema S e qualificação: avanço, mas com desafio de engajamento
No bloco sobre futuro e capacitação, Eduardo Henrique elogiou o Sistema S, incluindo o Senar, destacando cursos, assistência técnica e acompanhamento de projetos, especialmente para pequenos produtores. Ele também apontou um gargalo: falta de engajamento de parte dos participantes.
"Não adianta colocar 20 pessoas e meia dúzia não tem interesse nenhum… vamos trabalhar com menor quantidade e capacitar quem realmente tem interesse", defendeu.
Perspectivas para 2026: recordes de produção e alerta sobre preços e crédito
Para 2026, Eduardo avaliou que o Brasil pode bater recordes de soja e milho, mas alertou: o aumento da oferta pode pressionar preços e aumentar dificuldades para quem já está endividado. Também criticou entraves regulatórios e dificuldades de acesso ao crédito rural em ciclos recentes.
Manoel complementou defendendo que o Estado precisa ser eficiente e "mais barato", com integração entre áreas como segurança, educação, saúde e mobilidade — o que ele chamou de "simbiose" entre os agentes públicos e o setor produtivo.
Encerramento com convite e mensagem de cooperação
O episódio terminou com um tom de cooperação e convite para aproximação entre campo e instituições. Eduardo convidou Manoel para conhecer a fazenda e reforçou a importância do diálogo permanente. Manoel agradeceu o espaço e elogiou o formato do podcast.
"Esse seu podcast é fantástico… continuar sendo assim. É muito bom", disse o presidente do TCDF, antes de se despedir ao lado de Paulo Melo e Eduardo Henrique.
Assista o vídeo pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=gKRI_gXZGyU&list=PLWVlsJNSzio1tSorpydcpw0VnSmtFAb5s
O podcast "Isso é Brasília", apresentado por Paulo Melo, recebeu duas lideranças com trajetórias marcantes para uma conversa ampla sobre agronegócio, empreendedorismo e políticas públicas no Distrito Federal e Entorno: o presidente do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF), conselheiro Manoel de Andrade, e o produtor rural e diretor da Federação da Agricultura e Pecuária, Eduardo Henrique.
A proposta do episódio foi mostrar que Brasília vai muito além do centro político do país: é também território de produção, tecnologia e oportunidades — com desafios urgentes em áreas como infraestrutura viária, saúde pública e governança.
"Vamos falar um pouco do agro, do empreendedorismo e de Brasília", abriu Paulo Melo, destacando que o DF tem produção relevante e que parte dos alimentos consumidos na capital vem "aqui do lado", em regiões como o PAD-DF e o entorno imediato.
Agro forte no DF: frango, suínos, mel, sementes e genética
Ao detalhar o cenário do campo no DF, Eduardo Henrique ressaltou que, apesar de ser uma unidade federativa pequena, Brasília se consolidou como referência em diversas cadeias produtivas.
"O Distrito Federal hoje é uma grande referência… na parte de frango, postura, suínos e também uma referência internacional dos apicultores", afirmou. Ele ainda mencionou a importância da genética do zebu, em especial o nelore, e o papel histórico de eventos e exposições agropecuárias na capital.
Eduardo também defendeu maior aproximação entre cidade e campo, com ações para levar a população a conhecer de perto a produção. "Trazer o cidadão para conhecer… ver que o leite não vem da caixinha", disse, apontando iniciativas de educação e visitação como forma de fortalecer a valorização do setor.
Manoel de Andrade relembra origem do agro em Brasília e defende segurança jurídica no campo
O presidente do TCDF, Manoel de Andrade, trouxe um relato histórico sobre a construção do agro no DF, lembrando o processo de ocupação produtiva do PAD-DF e a chegada de produtores de diferentes regiões do país.
"Acompanhei todo esse processo de crescimento com muito suor, lágrimas e sangue", afirmou, relembrando o período em que trabalhou como taxista antes de entrar na vida pública.
Manoel destacou ainda sua atuação legislativa voltada à regularização fundiária e à titulação, defendendo que sem segurança jurídica o produtor perde acesso a crédito e capacidade de investimento. "Aquele que queria comprar um trator não comprava porque não tinha garantia. A terra não garantia", pontuou.
Já no TCDF, ele citou atuação para evitar distorções na avaliação de benfeitorias e proteger direitos de produtores que desenvolveram áreas produtivas ao longo de décadas. "Você não tem competência para avaliar benfeitoria… tem que respeitar as benfeitorias", resumiu ao descrever o posicionamento.
Tecnologia e IA no TCDF: modernização para melhorar fiscalização e gestão
Outro destaque do episódio foi a agenda de modernização do Tribunal de Contas. Manoel de Andrade afirmou que está focado em concluir uma gestão com inovação, incluindo licenças e ferramentas de inteligência artificial para acelerar análises e elevar a qualidade do controle.
"Implantei licenças de IA… para melhorar a qualidade da gestão do Tribunal de Contas na avaliação e leitura de processos e fiscalização", afirmou, descartando, no momento, qualquer saída para disputar eleições. Segundo ele, sua prioridade é dedicar "100%" ao TCDF e fortalecer a interlocução com a sociedade.
Infraestrutura e mobilidade entram no centro do debate
Ao tratar do cotidiano do DF, Paulo Melo trouxe críticas sobre a deterioração do asfalto e a falta de programas robustos de recapeamento nos últimos anos, defendendo planejamento e investimentos consistentes.
Manoel reconheceu problemas e defendeu estratégia de longo prazo: "Precisamos fazer algo forte e não é falta de recurso. Brasília tem capacidade de pagamento… é planejar", disse.
Eduardo, por sua vez, ponderou que parte dos investimentos não é visível — como obras de drenagem — e chamou atenção para o crescimento populacional que pressiona a cidade: "Brasília foi projetada para 600 mil pessoas… hoje a gente tem quase 5 milhões", observou, defendendo estudos técnicos e adaptação da infraestrutura à nova realidade.
Sistema S e qualificação: avanço, mas com desafio de engajamento
No bloco sobre futuro e capacitação, Eduardo Henrique elogiou o Sistema S, incluindo o Senar, destacando cursos, assistência técnica e acompanhamento de projetos, especialmente para pequenos produtores. Ele também apontou um gargalo: falta de engajamento de parte dos participantes.
"Não adianta colocar 20 pessoas e meia dúzia não tem interesse nenhum… vamos trabalhar com menor quantidade e capacitar quem realmente tem interesse", defendeu.
Perspectivas para 2026: recordes de produção e alerta sobre preços e crédito
Para 2026, Eduardo avaliou que o Brasil pode bater recordes de soja e milho, mas alertou: o aumento da oferta pode pressionar preços e aumentar dificuldades para quem já está endividado. Também criticou entraves regulatórios e dificuldades de acesso ao crédito rural em ciclos recentes.
Manoel complementou defendendo que o Estado precisa ser eficiente e "mais barato", com integração entre áreas como segurança, educação, saúde e mobilidade — o que ele chamou de "simbiose" entre os agentes públicos e o setor produtivo.
Encerramento com convite e mensagem de cooperação
O episódio terminou com um tom de cooperação e convite para aproximação entre campo e instituições. Eduardo convidou Manoel para conhecer a fazenda e reforçou a importância do diálogo permanente. Manoel agradeceu o espaço e elogiou o formato do podcast.
"Esse seu podcast é fantástico… continuar sendo assim. É muito bom", disse o presidente do TCDF, antes de se despedir ao lado de Paulo Melo e Eduardo Henrique.
Assista o vídeo pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=gKRI_gXZGyU&list=PLWVlsJNSzio1tSorpydcpw0VnSmtFAb5s




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